História

Em tempos recuados e de acordo com os vestígios mais antigos que existem na área do concelho, terão sido os Celtas e depois os Romanos os primeiros habitantes. Tratando-se contudo de uma zona geologicamente muito antiga, onde é possível encontrar, com alguma frequência, fósseis e outros vestígios pré-históricos, é provável que povos mais antigos por aqui tenham passado.

Após o nascimento da nacionalidade, a primeira data relevante remete-nos para o foral de D. Dinis, que em 1285, que cria o concelho de Vila de Rei. Este foral foi, mais tarde, reformado e substituído por D. Manuel I, em 1513. No século XIV tanto a Ordem dos Templários como a Ordem de Cristo, povoaram, desenvolveram e defenderam este território.

No início do século XIX as terras de Vila de Rei sofreram o impacto devastador das invasões francesas que causaram avultados estragos na sede do concelho e em diversas aldeias.

Com a inauguração da barragem do Castelo do Bode uma parte significativa do concelho foi submersa. Situavam-se nessa área as melhores terras de cultivo do concelho e oito das suas povoações (Foz da Ribeira, Cunqueiro, Foz do Codes, Casal da Barca, Hortas, Foz da Ribeira das Trutas e Foz da Isna).

Violentos incêndios que duraram vários dias, em Julho de 1986 e Julho e Agosto de 2003, reduziram a cinzas em cada uma dessas ocasiões, cerca de 80% da área florestal do concelho, consumindo várias casas e matando muitos animais.

Presentemente o concelho, que em termos populacionais se reparte por 83 pequenas localidades, atravessa um surto de desenvolvimento em consequência da realização de inúmeras obras públicas, de que se destaca a nova ponte sobre o rio Zêzere e a variante à EN 2 entre Vila de Rei e Abrantes. Com os acessos e arruamentos asfaltados em todas as localidades, bem como com a conclusão da rede municipal de abastecimento de água a partir da Albufeira do Castelo de Bode, estão criadas as condições para o desenvolvimento harmonioso do concelho.